História

História

CREDIPARAOPEBA
 

A Cooperativa de Crédito Rural de Paraopeba Ltda - CREDIPARAOPEBA, teve um início de atividades inusitado. Durante muito tempo ela funcionou sem autorização do Banco Central do Brasil, apenas com o registro na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais.

A idéia de criação de um cooperativa de crédito em Paraopeba, rapidamente entusiasmou os produtores rurais da região. Na época o senhor José Teófilo Pereira Simões (falecido), também era presidente da Cooperativa Agropecuária, foi quem tomou as primeiras providências, orientado pela CREDIMINAS - Cooperativa Central de Crédito Rural de Minas Gerais e pelo BNCC - Banco Nacional de Crédito Cooperativo (hoje extinto), para a constituição de uma nova cooperativa.

Entrou em atividade no dia 1º de julho de 1987, com 23 associados, tendo como primeira diretoria os senhores: José Teófilo Pereira Simões (Presidente), José Antônio de Matos (Vice-Presidente) e Laurindo Souza de Deus (Secretário). Contando com a colaboração financeira da Cooperativa Agropecuária de Paraopeba Ltda, cujo Presidente era o senhor Luciano França da Silveira (falecido), que custeou todas as despesas de constituição (compra de móveis, pagamentos de funcionários, etc) durante os seis (6) primeiros meses de funcionamento, cedendo um cômodo para a sede. Ao final do primeiro exercício da CREDIPARAOPEBA, foi restituído o valor dos recursos da COAPA em forma de aumento de quotas de capital.

O Plano Collor I foi a maior dificuldade enfrentada pela CREDIPARAOPEBA até 1990, pois foi determinado o fechamento do BNCC, banco do qual todo o sistema cooperativista brasileira eram associados pegando desprevenido todo o sistema.

Com a união dos associados mais comprometidos com o cooperativismo na região, foi realizado um leilão para o aumento de capital e captação de recursos para a CREDIPARAOPEBA, movimento liderado pela diretoria da CREDIPARAOPEBA - José Teófilo, José Antônio de Matos e Dr. Guilherme Mascarenhas Dalle(falecido).

Através do empenho de toda a diretoria e do corpo de associados comprometidos com o cooperativismo, a CREDIPARAOPEBA conseguiu elevar o patrimônio que lhe dava segurança, tornando-se uma cooperativa forte, com uma liquidez e um lucro líquido considerados uma das melhores entre as de Minas Gerais, o que credenciou a reeleição dos membros da diretoria executiva para mais um mandato.

Naquela época - 1992, a diretoria da CREDIPARAOPEBA preocupava-se com o estado de completa desorganização do país, onde não existia nenhum plano traçado para a agricultura e para a pecuária. Essa desorganização em termos de projetos governamentais acabava gerando um descrédito da instituição. Ninguém sabia quando os juros teriam alta ou uma queda. Era uma instabilidade total.

É preciso dizer que como toda instituição financeira após Plano Real - 1994, a CREDIPARAOPEBA sofreu muito com a inadimplência muito grande de diversos associados que não honram suas obrigações, sendo obrigada a fechar a carteira de empréstimos.

Precisando receber os empréstimos, foi obrigada a subsidiar acordos, recebendo imóveis, móveis e utensílios, para que não continuasse a inadimplência. Foi formada uma comissão para estudar esses acordos, formada por membros do Conselho de Administração, membros do Conselho Fiscal, Gerente e Advogados, presidida pelo associado Dr. Anibal Mascarenhas.

Apesar de vários esforços, alguns associados inadimplentes não efetuaram nenhum acordo, sendo levados à cobrança judicial, executando os respectivos contratos, sendo que estes foram formalizados com garantia real - terrenos rurais, urbanos, com o objetivo de resguardar o patrimônio da CREDIPARAOPEBA.

Quando se chega a executar alguém, aquele valor devido é transferido para uma conta especial de devedores até que se receba. Isso, causou prejuízo financeiro, à CREDI, pois estes valores foram expurgados. Quando da decisão judicial tais valores serão novamente incorporados ao patrimônio, uma vez que a CREDI se resguardou de toda garantia para se efetuar o empréstimos. Encontram-se, ainda, em processo de execução, um montante considerável.

Como dirigentes de cooperativa, a diretoria executiva, primordialmente, defende todos os direitos. Como a inadimplência era muito grande alguns entenderam que o único culpado das execuções era o presidente José Teófilo. Com o falecimento do Dr. José Teófilo, assumiu a presidência o Sr. José Antônio de Matos, que, dando continuidade aos ideais cooperativista, manteve pulso firme diante de toda a crise financeira.

A CREDIMINAS enviou inspetores que, sem ouvir a diretoria e nem os associados chegaram, erroneamente, que seria inviável a manter a CREDIPARAOPEBA.

Acreditando no potencial da região e na recuperação financeira da CREDIPARAOPEBA, através de seus associados, o presidente em exercício José Antônio de Matos, em reunião com a diretoria da CREDIMINAS, fez valer o “espírito cooperativista” para o bem de todos: hipotecou, em favor da CREDIMINAS, uma de suas fazendas para garantir a continuidade das atividades da CREDIPARAOPEBA.

Ainda em 1997 é adquirida a atual sede, na Pça. Cel. Caetano de Mascarenhas, 138, em frente ao Fórum, em Paraopeba/MG, com melhor localizada. Neste mesmo ano foi inaugurado, ainda, um Posto de Atendimento na cidade de Cordisburgo/MG.

Orgulhosamente a CREDIPARAOPEBA, fazendo parte de um sistema em crescimento, foi obrigada, apesar das dificuldades de inadimplência, incompreensão por parte de alguns associados, a desembolsar R$ 80.000,00 (oitenta mil reais), para criação do BANCOOB.

Em novembro de dois mil e dois, inaugurou uma agência Distrito J.K., município de Curvelo, que viria a ter encerrada as suas atividades dois anos mais tarde, em 29/02/2004, devido a inviabilidade econômica. Ainda no ano de 2004, no dia 12 de março, o Conselho de Administração deliberou favoravelmente à instalação de uma agência, na cidade de Araçaí/MG, tendo sido inaugurada em 13/05/2004, quando teve início também as suas atividades naquele município.

Em 25/08/2004 - Enviado pedido ao SICOOB CENTRAL CREDIMINAS - SUPEX, o Caderno de Dados Sócioeconômico-financeiro, para elaboração do projeto para transformação em COOPERATIVA DE LIVRE ADMISSÃO, conforme deliberado pelo Conselho de Administração.

Em 01/09/2004, outro marco histórico, efetuada a migração do 'software'; SICOOBMG para o SISBR. As rotinas para a migração foram iniciadas às 5 horas da manhã. Após 18 horas de trabalhos ininterruptos, às 19 horas, recebemos a comunicação do BANCOOB e CREDIMINAS que a CREDI já estava totalmente "migrada". Encerrado o expediente em 01/09/2004 as 23h00m.

Em outubro de 2005, a agência de Cordisburgo foi reinaugurada, em novo endereço, Rua Padre João, nº 844 – Centro, equipada com o que havia de mais moderno naquela época, porta giratória e ar condicionado central. No ano seguinte, mais um marco histórico, que representaria uma nova era na história da cooperativa, a concessão da autozização para transformação da cooperativa em Livre Admissão de Associados, por meio da Correspondência BACEN Deorf/GTBHO-2006/01723 Pt.050283562, entregue no BACEN em Belo Horizonte/MG, com a presença do Diretor Presidente Eduvaldo Batista de Oliveira e do Conselheiro Rômulo Apolinário Martins.

Em 05/01/2010, inaugurada mais uma agência, desta vez no município vizinho de Caetanópolis/MG.

Em maio de 2018, mais uma vez, o Sicoob Crediparaopeba, deu passo importante em sua história, sendo uma das pioneiras a aderir a nova tendência do Banco Central do Brasil, incorporando o Sicoob Credicentro, sediada em Curvelo/MG, após aprovação da assembleia conjunta.

Com a união das Cooperativas, passou a ter 17 municípios em sua nova área de atuação e 12 Postos de Atendimento. A nova razão social e nome fantasia doram alterados e passando a Cooperativa de Crédito da Região Central de Minas Ltda. – Sicoob União Central, respectivamente, com sede administrativa no município de Paraopeba - MG.

O objetivo da incorporação foi trazer maior retorno para seus cooperados com ganho de escala e amplitude das áreas de atuação, possibilidade de redução das taxas em operações de crédito, redução dos custos operacionais devido a gestão unificada e ganho na competitividade.

Em fevereiro de 2019, é reinaugurada a agência de Caetanópolis, que melhorou consideravelmente o seu espaço físico e instalações, com o que havia de mais moderno na época. Além disso, no segundo piso, foi contruido uma estrutura que poucos meses depois abrigaria o Centro Administrativo, que estava sufocado pela falta de espaço físico na agência Sede. Neste mesmo ano, foi realizado um trabalho pelo Sicoob Central Crediminas, a pedido do Conselho de Administração, para mapear e melhor os processos internos do Sicoob União Central, com o objetivo de melhorar a eficiência e padronização dos seus principais processos. O Projeto foi denominado, “Projeto União”, e além de mapear e melhorar processos, tinha como propósito a centralização dos principais processos no CAD, para deixar as agências sem operacional e livres para realização de negócios. Foram criadas nesta época novas áreas estratégicas para ajudar na gestão da cooperativa, sendo as mais relevantes: Setor de Marketing e Comunicação; Setor de Recursos Humanos, com atuação estratégica e o SIN – Setor de Inteligência e Negócios, para apoiar as agências na realização de novos negócios.

Ainda em 2019, em meados do mês de outubro, as Agências de Morro da Garça e Monjolos, tiveram as suas atividades encerradas, ambas devido a inviabilidade econômica, ficando o Sicoob União Central a partir deste momento, com 10 agências.

O Sicoob União Central está presente na vida de seus associados a mais de 30 anos e é uma instituição financeira cooperativa sólida e séria, que oferece uma linha completa de produtos e serviços de natureza bancária em condições competitivas e além disso, compartilha os seus resultados financeiros com seus donos, os cooperados.